CRM High Beauty · Plano técnico e proposta comercial
Quatro soluções compradas na Viver de IA viram uma coisa só, dentro do sistema que o time já usa. O que entra, o que fica de fora, quanto custa por mês, o que a High Beauty precisa fornecer, e em que ordem construir.
O vendedor vai atender WhatsApp sem sair do CRM. Um item no menu, as conversas dos leads dele, o histórico dentro do card. Nenhum segundo login, nenhuma aba nova.
As quatro soluções não entram como quatro programas — entram como quatro camadas de um sistema só. O canal é a API oficial da Meta em tudo, inclusive na peça que hoje usa um caminho não-oficial que poderia custar o número comercial da empresa.
A primeira entrega não é a mais bonita — é a que paga. O aviso de parcela vencida ataca R$ 75.339 já vencidos na base, custa a categoria de mensagem mais barata que existe, e não encosta na parte de risco do sistema.
| Decisão | Alternativa descartada | Motivo |
|---|---|---|
| A tela fica dentro do CRM | Aplicativo separado num endereço irmão | O login do CRM é preso ao endereço exato — testado no código. Em endereço irmão o vendedor logaria duas vezes |
| API oficial da Meta em tudo | Evolution API (não-oficial) | Sem risco de banir o número, sem servidor ligado 24h, sem QR code, sem sessão morrendo de madrugada |
| Um banco de dados só | Segundo banco separado | Em bancos separados a identidade do vendedor não atravessa: as 235 regras de proteção do CRM não valeriam do outro lado |
| Copiar a lógica, reescrever a proteção | Importar as tabelas e funções deles | Metade do código passa quase intacta. O que não passa é a camada de segurança — escrita para um sistema que não tinha nenhuma |
| IA cara só onde o erro sai da tela | Um modelo único para tudo | Classificar sentimento e responder ao cliente são tarefas de risco diferente. Misturar custa 6× mais sem ganho visível |
Um item novo no menu lateral: Atendimento. Clica e vê a lista de conversas — as dos leads dele, e as do pool, exatamente pela mesma regra que já decide quais leads ele enxerga hoje. Abre uma conversa, responde, e a mensagem sai do WhatsApp da empresa.
No card do lead aparece uma aba Conversa, com o histórico inteiro. É a diferença entre "o vendedor disse que falou" e "está aqui o que foi dito".
E aparece uma coisa que não existe hoje: o relógio da janela de 24 horas. Enquanto ele estiver correndo, responder é livre e gratuito. Quando fecha, o campo de texto dá lugar a uma lista de mensagens pré-aprovadas — porque é o que a Meta permite, e porque aí passa a custar. O vendedor vê isso antes de tentar, não depois de falhar.
A mensagem sai do celular do cliente, chega na Meta, e a Meta entrega direto no banco de dados do CRM através de uma função de servidor. De lá aparece na tela do vendedor instantaneamente.
Ela não passa em nenhum momento pelo programa que hospeda as telas do CRM. Isso é deliberado: esse programa tem um limite de memória que já é o suspeito de derrubar o sistema depois de cada publicação, e o volume de WhatsApp é imprevisível — quem decide quantas mensagens chegam é o cliente, não a gente. Pendurar carga imprevisível no recurso mais apertado seria comprar problema.
A tela de atendimento é a mais leve possível para o servidor. Conversa ao vivo não pode ser montada no servidor — o conteúdo muda a cada segundo. Ela é uma casca vazia que o navegador preenche sozinho.
Ou seja: a tela mais valiosa do projeto é justamente a que menos pesa onde dói.
Não são quatro produtos. É um ciclo:
Cada auditoria varreu 100% do código e classificou toda funcionalidade prometida: o que funciona ponta a ponta, o que é meio-caminho, o que é tela sem backend, e o que foi prometido e não existe. O que segue é o resultado, traduzido em decisão.
Copiar o cérebro, trocar o esqueleto. A lógica pura — ler o formato da Meta, agrupar rajada de mensagens, as regras de aprovação de modelo, o mecanismo de fila, os componentes de tela — vem quase direto. Já a camada de segurança e a de encaixe com o CRM são reescritas, porque foram escritas para um sistema que não tinha proteção nenhuma.
Medido no maior dos quatro: 50% do código de servidor passa intacto, 30% troca de canal, 20% morre. Não é reescrita — é adaptação com bisturi.
Tirar o atendimento do celular de uma pessoa e colocar num painel de time, com histórico auditável, fila e distribuição. É a peça de maior valor operacional e a de menor custo: responder dentro de 24 horas é gratuito e ilimitado na API oficial.
É o melhor código dos quatro — não tem tela falsa, não tem número inventado, não tem botão morto. E carrega conhecimento que só se adquire apanhando em produção: quando um cliente troca de celular, o endereço interno dele muda, e mandar para o antigo devolve "ok" com a mensagem nunca chegando. Quem não sabe leva semanas para descobrir.
O canal. Usa um caminho não-oficial que a Meta não autoriza — funciona, é barato, e coloca o número comercial da empresa em risco de banimento sem recurso. Além disso exige um servidor ligado 24 horas, que é custo fixo mesmo com zero conversa.
E tem três portas abertas: qualquer pessoa na internet consegue criar conta de administrador, enviar mensagem pelo número da empresa, e inserir mensagem falsa no histórico. São meio dia de trabalho para fechar — mas são bloqueantes.
Trocar a camada de transporte pela API oficial. O conhecimento específico do canal antigo vira lixo — e isso é bom, porque ele existia só para contornar defeitos de um canal não-oficial. Toda a lógica de atendimento, fila, atribuição, notas e tickets sobrevive.
O CRM tem uma regra aprovada: clicar no WhatsApp faz o lead ser seu. Esta peça distribui conversa por rodízio automático. Duas fontes de verdade sobre posse de lead geram briga interna. A distribuição automática é desligada — a posse continua sendo do CRM, como o Maykon aprovou.
Falar com muita gente de uma vez, com mensagem aprovada pela Meta. Três usos legítimos e fortes: aviso de parcela vencida, convite de evento, e reativação de lead frio. A base tem 2.152 leads, 1.384 deles sem ninguém cuidando.
Um arquivo de 323 linhas que codifica as regras reais da Meta para modelo de mensagem: limite por categoria, ordem das variáveis, regras de botão, o que é proibido, e um alerta quando a mensagem é classificada na categoria errada — que é a diferença de 8× no preço. Recriar isso é dia de leitura de documentação. Vale mais que o resto do repositório somado.
Não tem login nenhum. Toda campanha é gravada como se fosse do mesmo usuário fantasma. E o token que controla o WhatsApp da empresa fica numa tabela que o navegador lê, exibido na tela com botão de copiar.
Pior: o motor de ritmo nunca dispara. A razão de ser do produto é mandar um lote, pausar, mandar outro — é isso que evita o banimento. Fizemos a conta: com os valores padrão ele nunca completa um lote, então a pausa nunca acontece. Dispara sem parar, para sempre.
E os números de "entregue" e "lido" seriam sempre zero — o sistema descarta exatamente a informação que a Meta manda sobre isso.
O login some como problema: ao entrar no CRM, a autenticação passa a ser a do CRM. O motor de ritmo é reescrito sobre o agendador do banco, que é o padrão que o CRM já usa em 8 rotinas sem nenhuma falha. O construtor de modelo e as regras da Meta vêm quase direto.
Coleta de contatos da internet ficou de fora por decisão. Já tinha sido removida do código; a documentação antiga é que estava desatualizada.
Atender e qualificar lead 24 horas por dia. Recebe a mensagem a qualquer hora, entende a necessidade, pontua o lead, agenda reunião sozinho e passa para humano quando precisa.
O motor. As filas de processamento são código de infraestrutura correto e difícil de acertar. E o agrupamento de rajada resolve o erro clássico que faz robô parecer robô: dona de salão manda cinco mensagens curtas seguidas, e responder uma por uma denuncia a máquina. Este código espera o silêncio e responde uma vez.
O ativo mais valioso dos quatro projetos está aqui, e não é código: é o desenho da memória por contato. Dor, interesse, nota de 0 a 100, próximo passo — extraído pela IA e mantido entre conversas. Isso cabe no CRM sem trazer tabela nenhuma junto.
Não consegue iniciar conversa. Só responde. Sem mensagem aprovada, não faz follow-up, não reativa lead, não manda lembrete. Falta exatamente a metade que a peça de disparo tem inteira — por isso as duas se completam.
A assistente ainda se apresenta como outra empresa, citando nomes e clientes que não são da High Beauty. O texto está em três arquivos, com um mecanismo que volta ao original sozinho se a configuração falhar.
E não tem freio. Existe um só que funciona: um humano assumir a conversa. Não há aprovação antes do envio, não há escalonamento, o botão de bloquear contato não faz nada no fundo, o horário comercial é ignorado — responde 3h da manhã de domingo — e a IA marca, remarca e cancela reunião sozinha, sem confirmar com ninguém.
Persona reescrita para a High Beauty. Freios construídos antes de ligar: aprovação humana onde couber, escalonamento quando a confiança for baixa, bloqueio que bloqueia, horário respeitado, teto de gasto, e proibição de cancelar reunião sem confirmação.
E as primeiras quatro semanas em modo sugestão: a IA propõe, o vendedor confirma num clique. Depois disso, o Maykon decide se liga o automático.
O CRM registra que a reunião aconteceu e se virou venda. Não registra por que não virou. Esta peça responde isso: o vendedor fez a pergunta de dor? Ancorou preço? Contornou a objeção?
Só a análise depois da reunião, não o coaching ao vivo. Coaching ao vivo exige que sete pessoas mudem a rotina e mantenham o sistema aberto durante a call — é o pedaço mais caro e o de menor chance de adoção.
Já a análise pós-reunião é uma chamada só, com a transcrição fechada, devolvendo resumo, itens de ação e nota. Entrega quase todo o valor por uma fração do custo, e casa direto com a tela de Performance do Time que já existe. Os itens de ação viram tarefa automaticamente.
A tela deixa customizar o playbook por tipo de reunião, grava o campo, e o motor de IA nunca lê esse campo. Há até um botão "gerar com IA" que gasta crédito para escrever num campo ignorado. A extração de PDF e Word também é aparência — funciona por aproximação e devolve lixo na maioria dos arquivos reais.
No desenho original, a cada 45 segundos o sistema reenvia à IA a transcrição inteira desde o começo da reunião, mais a base de conhecimento completa. Aos 39 minutos, ele manda 39 minutos de texto para analisar os últimos 45 segundos. É reler o livro inteiro a cada página virada.
Mandando só o trecho novo, e conferindo a cada 90 segundos em vez de 45, o custo cai de R$ 506 para R$ 65 por mês — e a reunião continua sendo gravada e transcrita exatamente igual. Nada se perde do lado do usuário.
Metade da burocracia já está feita. O CRM já opera com a conta de desenvolvedor da Meta — aplicativo, chave secreta, token de sistema, tudo já guardado no cofre e funcionando para os anúncios. O que falta é ligar o ramo de WhatsApp no mesmo aplicativo que já existe.
| O quê | Quem | Prazo |
|---|---|---|
| Verificação da empresa na Meta — CNPJ, comprovante de endereço, site | Maykon fornece · Victor envia | 2 a 10 dias úteis |
| Criar a conta de WhatsApp comercial e ligar ao aplicativo existente | Victor | 1 hora |
| Número de telefone dedicado, com acesso ao código de verificação | Maykon decide qual | 1 hora |
| Aceite dos termos do WhatsApp Business | Maykon (é dono da conta) | 15 min |
| Cadastrar forma de pagamento (a Meta cobra por mensagem) | Maykon | 30 min |
| Primeira mensagem-modelo aprovada | Júlia escreve · Meta aprova | 1h a 48h |
| Caminho crítico até a primeira entrega | 8 a 20 dias |
Se o número comercial atual já roda no WhatsApp Business do celular, migrá-lo para a API apaga o histórico local e o aplicativo para de funcionar naquele aparelho. A conversa some do celular.
A alternativa é usar um número novo — sem atrito, mas o cliente não reconhece de quem é. Não é decisão técnica. É a decisão mais pesada da lista e a que costuma ser adiada.
E um detalhe que quase ninguém sabe: a Meta limita quantas pessoas novas você alcança por dia, começando baixo e subindo conforme você prova qualidade. Os 2.152 leads não podem ser disparados de uma vez no primeiro mês. Não é escolha, é imposição.
| Decisão | Dono | Se não decidir |
|---|---|---|
| Qual número vira o do CRM | Maykon | Nada começa |
| Grupos de WhatsApp continuam sendo usados? A API oficial não envia para grupo | Maykon | Descoberto no pior momento |
| Persona e limites da IA — nome, tom, o que ela nunca pode dizer, quando passa para humano | Maykon + Júlia | A IA não pode ser ligada |
| Quem entra no rodízio de atendimento, em que horário | Júlia | Conversa fica sem dono |
| Texto das mensagens-modelo (parcela, reengajamento, confirmação) | Júlia escreve · Maykon aprova | Aprovação da Meta travada |
| Por quanto tempo guardar conversa (sugestão: 12 meses, depois vira resumo) | Maykon | Base cresce sem limite |
| Teto de gasto mensal com mensagem paga e IA | Maykon | Sem freio de custo |
| Todo vendedor pode ler toda conversa? 68% dos leads estão no pool, e no CRM lead no pool é visível para todos | Maykon | Regra herdada sem ninguém decidir |
| O quê | Quem | Observação |
|---|---|---|
| Base de conhecimento da IA — objeções reais, respostas certas, preços, o que é a mentoria | Maykon / Júlia | Áudio ou texto solto serve. Nós estruturamos |
| 10 a 20 conversas reais de exemplo, para calibrar antes de ligar | Júlia | É o que separa robô de atendente |
| Contas nos provedores de IA | High Beauty | Mesmo arranjo do Cloudflare e Supabase, que já são deles |
| Conta Fireflies com acesso de API (para o coach) | Maykon | Confirmar se já existe |
| Quem responde alerta de saldo | Maykon e Gleison | Cartão recusado numa sexta à noite = robô mudo até alguém resolver |
A auditoria de completude varreu os quatro projetos procurando o que é chamado e não existe. Resultado melhor que o esperado: nenhum arquivo quebrado, nenhuma função ausente. O que falta é de outra natureza:
| Bloco | Natureza | Valor |
|---|---|---|
| Infraestrutura — servidor, banco, hospedagem | Fixo mensal | R$ 0 |
| Mensagem — o que a Meta cobra | Por mensagem enviada · verba de mídia | variável |
| Inteligência artificial — o que os modelos cobram | Por uso | variável |
A distinção importa: mensagem não é custo de sistema, é verba de mídia — igual a tráfego pago, com retorno atribuível. Aviso de parcela vencida tem retorno mensurável no mesmo mês.
Desde julho de 2025 a cobrança é por mensagem entregue, e o preço muda conforme o tipo. Esta é a decisão mais cara do projeto, e ela é de arquitetura — não de código.
| Tipo | Quando se aplica | 2.000 msgs/mês |
|---|---|---|
| Serviço | Você responde dentro de 24h da mensagem do cliente | R$ 0 |
| Utilidade | Aviso sobre algo já contratado — parcela, lembrete de aula | ~R$ 86 |
| Marketing | Promoção, convite de evento, reativação | ~R$ 675 |
Atendimento custa zero. A peça de maior valor operacional não tem custo de mensagem. E a diferença de quase 8× entre utilidade e marketing é o que define a ordem de construção da seção 7.
Comparamos os provedores com preço buscado na fonte oficial no dia 18/08/2026. O critério não foi "qual é melhor" — foi o que acontece quando o modelo erra:
| Se errar… | Exemplo | Escolha |
|---|---|---|
| Ninguém vê | Etiqueta de sentimento errada na tela | o modelo mais barato |
| Corrompe dado | Grava lixo na ficha do lead, em silêncio, para sempre | modelo com garantia de formato |
| Chega no cliente | Compromisso fantasma na agenda, português ruim para o dono do salão | o melhor modelo |
Com esse critério, o modelo caro fica em 6 dos 15 pontos onde a IA atua. Nos outros, sai — e um deles nem precisa de IA: mapear colunas de planilha é código comum.
| Configuração | 100 conv/mês | 500 | 2.000 | por conversa |
|---|---|---|---|---|
| Modelo caro em tudo | R$ 155 | R$ 505 | R$ 1.818 | R$ 0,88 |
| Recomendada — caro só onde o erro sai da tela | R$ 121 | R$ 333 | R$ 1.129 | R$ 0,53 |
| Tudo no mais barato | R$ 18 | R$ 78 | R$ 300 | R$ 0,15 |
A diferença entre a recomendada e a mais barata é de R$ 828/mês no volume alto. Isso não é fé, é hipótese testável — e o teste está desenhado: rodar as três em paralelo por uma semana sobre conversas reais, sem gravar nada, e comparar. Se empatar, vai a mais barata e a economia é do cliente.
Custo unitário, que é o número que permite decidir por retorno: uma conversa de qualificação completa custa R$ 0,53 e uma reunião analisada custa R$ 2,17.
Construídos sobre medição do código, não sobre observação em produção. Câmbio de R$ 5,40 é premissa declarada. Os preços da Meta vêm de agregadores e precisam ser confirmados na tabela de preços dentro da conta antes de fechar número com o cliente.
Trinta e seis achados de segurança: 7 críticos, 15 altos, 11 médios, 3 baixos. Não vou listar todos — o que importa aqui são os três que mudam decisão comercial.
Um dos quatro projetos traz um arquivo de banco de dados que contém, em três linhas, a instrução "dê acesso total a todas as tabelas e a todas as funções, para qualquer visitante anônimo".
Ele não cita nome de tabela nenhum. Rodado no banco do CRM — que é o que se faria naturalmente ao importar aquele projeto — ele atinge as 65 tabelas e todas as funções, incluindo as que já existem hoje.
E o efeito seria invisível: a proteção continuaria "ligada", o painel continuaria verde, e o banco estaria aberto. É por isso que a regra é copiar o cérebro e reescrever o esqueleto — não é preciosismo, é o achado que mais economiza dinheiro deste documento.
| Falha | O que permite | Conserto |
|---|---|---|
| O canal que recebe mensagem não confere quem está chamando | Qualquer um injeta conversa falsa e faz o sistema gastar dinheiro | 3h por projeto |
| Segredo guardado em tabela que o navegador lê | Quem abrir o site leva a chave que controla o WhatsApp da empresa | 8h por projeto |
| Funções de servidor abertas | Criar administrador, enviar mensagem, gastar crédito — tudo sem senha | 3h por projeto |
É o mesmo gerador, o mesmo esquecimento. A boa notícia: o conserto também é o mesmo, e o CRM já tem a peça pronta — ela é usada hoje para receber os anúncios da própria Meta.
Os quatro projetos têm um arquivo de configuração versionado com uma chave do banco. Isso não é vazamento — é a chave pública, que por desenho vai ao navegador de qualquer visitante. Não há o que rotacionar. A auditoria varreu procurando segredo de verdade nos quatro repositórios: nenhuma ocorrência.
Nesta operação a High Beauty é controladora e a agência é operadora — e a responsabilidade alcança os dois. São ~40 horas de trabalho, já dentro da estimativa:
A numeração é literal — cada fase depende da anterior. A ordem foi escolhida para que o retorno entre antes do risco. Nenhuma fase começa sem a anterior estar em produção e validada pela Sala de Inspeção.
É o único item com relógio externo. Se começar junto com a Fase 0, não custa nada. Se começar depois, vira gente parada esperando.
Tabelas novas no padrão de proteção do CRM, segredos no cofre, troca do provedor de IA, e as travas de volume e retenção desde o dia um.
Pronto quando: a suíte de testes de proteção passa, e um teste prova que vendedor não vê conversa de lead alheio.
A primeira entrega, e a mais bem fundamentada do documento. Há R$ 75.339 vencidos em 573 parcelas na base agora. Falar com quem já comprou, sobre a própria compra, é a categoria 8× mais barata, com autorização implícita pela relação comercial e o menor risco de queimar o número que existe.
Pronto quando: um cliente com parcela vencida recebe, o status volta como entregue, e a linha aparece no histórico do lead.
A tela de atendimento no menu do CRM, o histórico no card do lead, o relógio da janela de 24 horas, e o casamento automático entre número e cadastro.
Pronto quando: o vendedor clica no menu, vê as conversas dos leads dele, responde, e a mensagem chega no celular do cliente — sem sair do CRM, sem segundo login.
A IA entra por último, quando o canal já é confiável — e entra em modo sugestão por quatro semanas antes de qualquer automático.
Pronto quando: 20 conversas reais passam pela IA em modo sugestão e a Júlia concorda com pelo menos 80% das qualificações.
Convite de evento e reativação dos 1.384 leads parados no pool. Entram depois que o número provou qualidade nas fases anteriores, e com opt-out funcionando de verdade.
Resumo, objeções e próximos passos entrando como comentário no lead, e os itens de ação virando tarefa.
O CRM tem um incidente aberto: páginas recusadas logo após cada publicação, com suspeita de estouro de memória. A Fase 2 depende do veredito — e o veredito custa uma medição durante a próxima publicação, não código.
Por isso a Fase 1 foi desenhada para não adicionar nenhuma tela nova. Ela entrega valor sobre os R$ 75.339 sem encostar no risco — e a publicação dela é justamente a oportunidade de colher o veredito.
Dois formatos, mesma entrega. A diferença é como o risco e o caixa se distribuem entre as partes.
Base de cálculo: ~350 horas de construção somando as seis fases e o trabalho de conformidade, mais ~9 horas por mês de manutenção depois que estiver no ar.
A manutenção do CRM está em R$ 150/hora, e esse valor foi calculado para um sistema fechado e previsível: só o time usa, só a gente mexe, e o pior caso é uma tela com defeito. O que entra agora tem outra classe de responsabilidade:
| Fator novo | O que muda |
|---|---|
| Canal externo que pode ser banido | Um erro de operação custa o número comercial da empresa, sem recurso |
| Custo variável por mensagem | Precisa ser vigiado: campanha mal configurada vira conta inesperada |
| IA falando com cliente pagante | Resposta errada não é bug de tela — é promessa que alguém vai ter que honrar |
| Dado pessoal de terceiro | Conversa, foto e áudio de cliente final, com responsabilidade compartilhada sob a LGPD |
R$ [valor] / mês, por 3 meses
Entrega no trimestre: burocracia da Meta conduzida, Fundação, Aviso de parcela vencida e Caixa de entrada dentro do CRM — as fases 0, 1 e 2, que somam ~180 horas.
Inclui: manutenção de tudo que subir durante o período, sem cobrança à parte. Rodadas de validação na Sala de Inspeção. Ajuste de rota entre fases sem renegociar.
Ao fim do trimestre: renova para as fases seguintes, ou migra para o contrato de manutenção.
Previsibilidade de caixa para os dois lados. O time fica alocado, sem intervalo entre fases. E o cliente não paga por hora — paga por entrega, com escopo fechado.
Exige compromisso de 3 meses antes de ver a primeira entrega funcionando.
R$ [valor] por fase, aprovada uma a uma
Como funciona: cada fase tem escopo fechado, valor fechado e critério de pronto declarado. O cliente aprova a próxima só depois de ver a anterior funcionando.
| Fase | Horas | Critério de pronto |
|---|---|---|
| 0 — Fundação | 28–38 | Testes de proteção passando |
| 1 — Aviso de parcela | 22–30 | Cliente real recebe e o status volta |
| 2 — Caixa de entrada | 96–140 | Vendedor atende sem sair do CRM |
| 3 — Cérebro | 60–84 | 80% das qualificações aprovadas pela Júlia |
| 4 — Disparo | 36–50 | Campanha sai e o relatório mostra o resultado |
| 5 — Coach | 20–28 | Reunião vira comentário e tarefa no lead |
| Total | 262–370 | + ~40h de conformidade distribuídas |
| Escopo | Hora avulsa | Pacote 5h |
|---|---|---|
| CRM como é hoje | R$ 150 | R$ 500 |
| WhatsApp, IA e canal externo | R$ [valor] | R$ [valor] |
Estimativa de consumo: ~9 horas por mês, das quais três itens exigem vigilância porque o cliente sente antes da gente — fila travada, mensagem-modelo revogada pela Meta, e nota do número caindo. Os três ganham alerta automático.
O cliente controla o ritmo e pode parar a qualquer momento com algo funcionando nas mãos.
Sem garantia de continuidade, o time pode não estar disponível quando a próxima fase for aprovada. E o custo total tende a ser maior que o do trimestre fechado.
Modelo A para o primeiro trimestre, Modelo B depois. As fases 0, 1 e 2 são encadeadas e não fazem sentido separadas — a fundação sem a entrega é custo sem retorno, e a caixa de entrada sem a fundação não é segura. Fechado o trimestre, o cliente já viu o sistema funcionando e tem base real para decidir sobre IA, disparo e coach uma a uma.